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A Arte da Guerra
Sun Tzu

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«Guerras há muitas e de muitas espécies. Quando falamos em guerra, pensamos nos conflitos militares entre os povos que, infelizmente, acompanham o homem desde os seus primórdios e, pelos vistos, continuam a ser uma constante. Porquê? Talvez porque a guerra faz parte da natureza humana e o ser humano só consegue progredir através da guerra.
Mas não falo dos conflitos militares: estou a referir-me às lutas que temos de enfrentar e vencer todos os dias da nossa vida. Temos de lutar na profissão para vencer numa promoção, numa venda, num negócio ou simplesmente para manter o emprego. Temos de lutar na família para fazer chegar o salário até ao fim do mês, para não ser escravizado pelos filhos ou para conservar e fazer crescer o amor conjugal. Temos de lutar para fazer vingar as nossas razões no Partido, na associação de que fazemos parte, na Escola dos filhos ou nas reuniões do condomínio. E temos de lutar continuamente contra nós próprios, para vencer os nossos vícios, ultrapassar os nossos defeitos e desenvolver as nossas virtudes.
Enfim, a vida é uma guerra, uma sucessão de combates que temos de vencer, para sobreviver e ser felizes.
É aqui que A Arte da Guerra pode ser uma grande ajuda. Este livro é um repositório de normas de conduta, aperfeiçoadas ao longo de milhares de anos, que nos podem ajudar a vencer as nossas guerras, pequenas ou grandes, sejam pessoais, sociais, nacionais ou até mundiais.
Sun Tzu que não passa do autor honorário, dirige-se ao general, cuja pele todos podemos vestir, e enumera as qualidades que deve desenvolver, os defeitos que deve colmatar, as estratégias que deve aplicar, os cuidados de que deve revestir-se para vencer o seu inimigo. Dá conselhos sobre a melhor forma de vencer uma guerra, a melhor das quais é evitá-la. São frases curtas, incisivas, numa linguagem que toda a gente compreende, para ler, reler e meditar.
Quero realçar não só a introdução,como os artigos que são publicados no final do livro, extremamente importantes para compreender o alcance desta obra, pequenina, mas gigantesca. Sem eles, o leitor menos avisado podia interpretá-lo como um simples manual de estratégia militar, o que, como já vimos, é extremamente redutor.
Uma obra para manter na mesa de cabeceira e dele extrair todas as manhãs um pensamento inspirador» 
http://www.segredodoslivros.com/sugestoes-de-leitura/a-arte-da-guerra.html

- Sebastião Barata, no sítio Segredo dos Livros