Leviatã
Leviatã 2: Besta
Críticas Recentes
Seguindo a acção do livro anterior, encontramo-nos a bordo de Leviatã, onde Aleksandar e Deryn Sharp continuam a colaborar um com o outro, mesmo pertencendo a lados opostos na guerra. A fim de cumprir as missões que têm em mãos, o Leviatã dirige-se para Constantinopla, também conhecido como Turquia, de forma a tentar comprar tréguas. Mas as coisas não correm como era suposto e Alex e Deryn acabam por se separar de uma forma demasiado drástica. Enquanto Deryn tenta esconder o seu segredo que parece ser cada vez mais conhecido, Alex arranja aliados na guerra e luta para conseguir obter o que é seu por direito de nascença.
Após ter lido o primeiro livro da saga, fiquei com uma impressão positiva desta história. Embora com uma escrita muito simples e personagens que não são muito aprofundadas, estas atraem o leitor, conseguindo prender-nos ao livro. Uma grande ajuda nesta acção são as fantásticas ilustrações de Keith Thompson que, de uma forma especial, levam-nos para dentro da acção sem eliminar a parte da imaginação.
Este volume não se centra tanto na guerra em si como o anterior. Enquanto que, no anterior, o objectivo era localizarmo-nos na guerra, no porquê de esta ocorrer, no porquê de as personagens serem importantes nela, neste volume começam-se a desenvolver mais os sentimentos das personagens e a parte que estava um pouco descuidada - o desenvolvimento das personagens -, começa a aparecer e começamos a compreendê-las melhor e até começam a aparecer triângulos amorosos!
Um livro essencialmente para o público juvenil, mas que também atrai um público mais adulto, cuja acção chegou a um impasse muitíssimo interessante que quero muito ver desenvolvido no próximo livro.» http://www.segredodoslivros.com/livros-infantis-juvenis/besta.html
«Leviatã, que ruma agora a Constantinopla em missão de paz, Alek e Deryn estão agora num impasse. A tripulação do Leviatã depende dos homens de Alek para manter a aeronave funcional, mas Alek sabe que, quando a guerra for oficializada, a sua posição tornar-se-á delicada. É, portanto, necessário agir. Mas Alek precisa de ajuda. Os imprevistos serão mais que muitos. Deryn ver-se-á dividida entre a lealdade ao seu país e o impulso que lhe diz que preste auxílio a Alek. E, se a missão de paz for comprometida, a situação em Constantinopla ficará bastante mais complicada para todos.
Tudo o que de interessante havia no primeiro volume desta série está também presente aqui. O cuidadoso desenvolvimento de um cenário com elementos em comum com o nosso mundo, mas também com vastas divergências, os paralelismos entre a História efectiva e a história de um mundo dividido entre clankers e darwinistas e até a forma como as posições das forças em conflito afectam a mentalidade dos protagonistas são, tal como já acontecera em Leviatã, abordadas de forma cuidada e sempre interessante. Além disso, ao colocar uma boa parte de acção num cenário diferente, o autor permite um maior desenvolvimento dessas diferenças, bem como o surgir de novos elementos que tornam a narrativa mais e mais cativante.
A este cenário cuidadosamente construído, junta-se, é claro, uma muito boa história, repleta de acção, mas também com a medida certa de emoção. Os dilemas pessoais de Alek, dividido entre o seu papel enquanto príncipe e a sua simples necessidade de ser ele próprio e de pertencer a algum lugar, criam uma empatia interessante, tal como acontece com Deryn, na sua sensibilidade feminina por oposição ao papel de Aspirante no Leviatã. Mas nem só das personagens principais vive a narrativa, e a interacção com figuras como o conde Volger e a intrépida Lilit demonstram também de que matéria se definem as personalidades de Alek e Deryn.
Com um mundo fascinante para descobrir, uma história de leitura viciante e personagens cada vez mais cativantes, Besta surge como uma interessantíssima continuidade para a história iniciada em Leviatã, ficando uma inevitável curiosidade em saber como se concluirá esta aventura. Cativante, surpreendente... e muito bom.» http://asleiturasdocorvo.blogspot.com/2011/12/besta-scott-westerfeld.html


